A Fundação

O Conselho Português para a Saúde e Ambiente nasceu de uma iniciativa do médico internista Luís Campos, à qual se associaram o cirurgião cardíaco João Queiroz e Melo e o ex-jornalista José Vítor Malheiros. Juntos, constituíram formalmente o Conselho Português para a Saúde e Ambiente – Associação (CPORSA) por escritura pública, em 19 de outubro de 2022.

A primeira Assembleia Geral, realizada a 31 de outubro de 2022, aprovou a admissão de 39 organizações ligadas à saúde, enquanto associados fundadores, e elegeu a primeira Direção. A apresentação pública do CPSA teve lugar nesse mesmo dia, numa sessão solene realizada na Fundação Calouste Gulbenkian.

A Visão

O CPSA defende que as gerações atuais e futuras têm direito a um ambiente limpo, saudável e sustentável, conforme reconhecido pelas Nações Unidas em 2022.

Os Objetivos

O CPSA nasceu para criar uma rede colaborativa de organizações do setor da saúde que contribua para:

  • reduzir o impacto das alterações ambientais na saúde das populações;
  • diminuir a pegada ambiental do setor da saúde;
  • promover a sensibilização pública e a formação dos profissionais;
  • estimular a investigação científica;
  • promover medidas de adaptação, incluindo melhorar a capacidade de resposta a catástrofes climáticas ou a novas pandemias.

Face à complexidade dos desafios ambientais e climáticos, o CPSA defende a necessidade de soluções integradas, interdisciplinares e sustentadas na melhor evidência.

A Motivação

A nossa motivação nasce da crescente evidência de que as alterações ambientais têm um impacto profundo na saúde, sendo já responsáveis por cerca de uma em cada quatro mortes a nível global. Perante esta realidade, entendemos ser um dever ético dos profissionais de saúde participar ativamente neste desafio global.

Não podemos comprometer o futuro das próximas gerações, que são as dos nossos filhos e netos, nem desperdiçar o elevado capital de confiança que a sociedade deposita nos profissionais de saúde.

É essencial afirmar, com clareza, que esta crise não é um problema exclusivo de ambientalistas ou de jovens ativistas mas representa uma ameaça que afeta toda a sociedade e que coloca em risco a própria sobrevivência humana.

Os Associados

O CPSA integra atualmente mais de 100 organizações, entre as mais relevantes do setor da saúde, incluindo associações, ordens profissionais, instituições académicas, sociedades científicas, Unidades Locais de Saúde, grupos privados de saúde, laboratórios da indústria farmacêutica, câmaras municipais, associações de doentes, bem como diversas entidades de referência, como o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, o Instituto de Medicina Tropical, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Montepio Rainha D. Leonor, a AGEAS e a Google.

O CPSA é hoje a aliança mais transversal e abrangente na área da saúde em Portugal.

A Atividade

Desde a sua fundação, o CPSA tem desenvolvido uma atividade intensa e diversificada, incluindo:

  • organização de colóquios, emissão de comunicados e participação em documentos oficiais;
  • promoção, em 2024 e 2025, do International Course on Health and Environment, em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública;
  • colaboração com diversas sociedades científicas na elaboração e implementação de orientações de sustentabilidade ambiental, tendo já publicado recomendações para reduzir o impacto ambiental dos inaladores;
  • apoio a iniciativas de economia circular na saúde, como o programa Second Chance, em parceria com hospitais públicos e privados e com a associação Entreajuda;
  • criação, em 2024, do Observatório Português da Saúde e Ambiente, cujo primeiro relatório foi apresentado em janeiro de 2025, na Fundação Calouste Gulbenkian, estando prevista a divulgação do segundo relatório no primeiro trimestre de 2026;
  • organização, a 7 e 8 de fevereiro de 2025, na Culturgest, do 1.º Congresso Nacional de Saúde e Ambiente, que reuniu 1.000 participantes de 50 profissões distintas;
  • preparação do 2.º Congresso Nacional da Saúde e Ambiente, a realizar em 9 e 10 de abril de 2026, na Fundação Calouste Gulbenkian;
  • criação, em 2025, de vários clusters temáticos, que visam promover iniciativas de colaboração entre os associados, os quais já originaram oito novas iniciativas;
  • Lançamento em 2025 de uma plataforma online de partilha de boas práticas.