Organização Mundial de Saúde (OMS), 28 maio 2026

OMS estima que padrões de qualidade do ar mais exigentes poderiam evitar 1,1 milhões de mortes no Pacífico Ocidental

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o alinhamento progressivo dos padrões de qualidade do ar na região do Pacífico Ocidental com as suas recomendações globais poderia evitar 1,1 milhões de mortes. A conclusão consta do relatório Strengthening Air Quality Standards to Protect Human Health: An Overview of the Western Pacific Region.

O documento analisa os padrões nacionais de qualidade do ar em diversos países e regiões, avaliando o seu grau de alinhamento com as diretrizes da OMS para poluentes atmosféricos como partículas, ozono, dióxido de azoto e de enxofre e monóxido de carbono. O relatório estima ainda o impacto na mortalidade associado à redução da exposição às partículas finas com diâmetro até 2,5 micrómetros (PM2,5).

Apesar de 99% da população regional, estimada em 2,2 mil milhões de pessoas, viver em jurisdições com padrões de qualidade do ar, a OMS conclui que continuam distantes das recomendações sanitárias da organização.

Para reduzir este impacto, a organização identifica cinco linhas de ação: rever e reforçar os padrões nacionais de qualidade do ar, alargar a regulamentação a outros poluentes relevantes, fortalecer os sistemas de monitorização, promover a articulação entre as políticas de qualidade do ar e de ação climática e reforçar o papel do setor da saúde na defesa de normas mais protetoras.

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