Health and Global Policy Institute (HGPI), 24 junho 2026

HGPI propõe estratégia japonesa de saúde planetária para ligar clima, saúde e economia

O Health and Global Policy Institute (HGPI) emitiu uma declaração conjunta que propõe integrar a saúde planetária, a adaptação às alterações climáticas, a economia e a sustentabilidade orçamental nas prioridades políticas do Japão.

O documento “Protecting the Health of Both the Planet and People — A Japan-Model Planetary Health Strategy to Turn the Climate Crisis into an Opportunity for Health, the Economy, and Growth” foi desenvolvido no âmbito do projeto Planetary Health, com o contributo do conselho consultivo e apoiantes, e apresenta recomendações relativas às políticas nacionais de gestão e reforma económica e orçamental e à estratégia de crescimento.

A declaração apresenta cinco recomendações: colocar saúde e clima no centro da governação, encarar cadeias de abastecimento resilientes e hospitais verdes como investimentos estratégicos na gestão de crises, integrar a prevenção de desastres no próximo plano nacional de adaptação às alterações climáticas, promover a integração de dados ambientais e de saúde para reforçar a prevenção, e avaliar os riscos climáticos e de saúde como riscos orçamentais.

A iniciativa está alinhada com a crescente prioridade atribuída à saúde nas políticas climáticas internacionais. A Resolução WHA77.14 da Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece as alterações climáticas como uma das maiores ameaças à saúde pública, enquanto o Plano de Ação de Belém organiza a adaptação do setor da saúde em torno da vigilância, de políticas baseadas em evidência científica, da capacitação, da inovação e da saúde digital.

Em Portugal, não existe atualmente uma estratégia nacional específica de saúde planetária, embora existam instrumentos estratégicos nas áreas da saúde, da adaptação climática e da resposta sazonal que incorporam a dimensão das alterações climáticas na proteção da saúde. O Plano Nacional de Saúde 2030 inclui a preservação do planeta entre os seus objetivos, enquanto a Portaria n.º 136/2026/1 e o Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde 2026-2027 estabelecem medidas de resposta a eventos climáticos extremos e a outros riscos ambientais com impacto na saúde. Segundo o projeto Lancet Countdown 2025, em 2024 a população portuguesa esteve exposta, em média, a 10 dias de ondas de calor, dos quais seis não seriam esperados sem alterações climáticas.

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