The Lancet Planetary Health, 12 junho 2026

Estudo estima redução de 14% na pegada carbónica do National Health Service

Um estudo publicado na revista The Lancet Planetary Health analisou a evolução da pegada carbónica do National Health Service (NHS) em Inglaterra entre 2019–20 e 2024–25. Segundo os autores, as emissões sob controlo direto diminuíram 14%, de 5,5 para 4,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente, mas a pegada carbónica alargada terminou no mesmo valor da linha de base recalculada.

No artigo científico Five years of Greener NHS: improved carbon footprint assessment of the National Health Service in England, os autores distinguem a NHS Carbon Footprint, correspondente às emissões sob controlo direto, da NHS Carbon Footprint Plus, que inclui a pegada alargada. Esta última atingiu 30,5 milhões de toneladas em 2020-21, durante a resposta do National Health Service à pandemia. Em 2024–25, as emissões sob controlo direto distribuíram-se por 3,1 milhões de toneladas associadas a edifícios, resíduos, água e refrigerantes, 0,7 milhões relacionadas com a frota e as deslocações profissionais e 0,9 milhões provenientes de inaladores e gases anestésicos.

O método combina dados físicos e de atividade com estimativas baseadas na despesa quando faltam dados granulares. Segundo os autores, a qualidade dos dados utilizados aumentou de 0,55 para 0,70, cerca de 30%.

Os resultados mostram uma redução no impacto, sobretudo de controlo direto, mas não da pegada carbónica alargada. O The King’s Fund relaciona este contraste, em parte, com o aumento da atividade assistencial e o peso da cadeia de abastecimento. Pela sua natureza contabilística e longitudinal, o estudo não demonstra que uma intervenção isolada tenha causado a evolução observada.

Em Portugal, o levantamento nacional mais abrangente disponível utiliza 2014 como ano de referência, estimando uma pegada carbónica do setor da saúde de 3,92 milhões de toneladas de dióxido de carbono, correspondentes a 5,8% das emissões nacionais, das quais 86% indiretas. O Programa de Eficiência de Recursos e Descarbonização na Saúde 2025–2027 (ECO@SAÚDE) encontra-se em vigor e estabelece metas nas áreas da energia, água, materiais, resíduos e reporte.

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