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Mensagem de Lisboa, 3 julho 2026
Lisboa indica rede de jardins e equipamentos para enfrentar o calor
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) divulgou uma rede de jardins, parques, espaços verdes e equipamentos municipais onde a população pode encontrar ambientes mais frescos durante períodos de temperaturas elevadas. A iniciativa integra as medidas de adaptação às ondas de calor e visa reforçar a proteção da população, em especial dos grupos mais vulneráveis.
A rede de refúgios climáticos inclui espaços exteriores e interiores, como o Parque Florestal de Monsanto, a Estufa Fria, o Jardim da Estrela, bibliotecas, museus e teatros municipais, disponibilizando alternativas de abrigo durante episódios de calor extremo.
Esta medida insere-se no Contrato Climático da Cidade de Lisboa 2030, que prevê o desenvolvimento de uma rede de espaços públicos, privados e equipamentos municipais preparados para responder aos efeitos das ondas de calor, incluindo as denominadas “Escolas Oásis”. O modelo contempla medidas como conforto térmico, acesso a água potável, segurança, planos de gestão e de comunicação, estando igualmente previsto nas Grandes Opções do Plano 2025–2029 como parte das ações municipais de adaptação climática.
A iniciativa está alinhada com o Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde 2026–2027, que prevê respostas locais, incluindo a disponibilização de locais de abrigo temporário durante episódios de calor extremo. Um guia oficial da Direção-Geral da Saúde, atualizado a 1 de julho, recomenda medidas como a disponibilização de água potável, o alargamento dos horários de espaços climatizados e o acompanhamento de pessoas vulneráveis.