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Direção-Geral da Saúde (DGS), 3 julho 2026

DGS reforça resposta ao calor e recomenda medidas de proteção aos municípios

A Direção-Geral da Saúde (DGS) reforçou as medidas de resposta às temperaturas extremas, elevando o risco nacional para Nível 2 – Laranja em todo o território continental, recomendando medidas locais de proteção. A decisão foi divulgada através de comunicado, publicado a 3 de julho.

Segundo a DGS, a decisão baseou-se nas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que apontavam para temperaturas máximas entre 30 °C e 42 °C nas regiões Norte e Centro, e entre 33 °C e 43 °C no Sul, com temperaturas mínimas geralmente superiores a 20 °C. No Comunicado n.º 005/2026, a DGS referiu ainda que o sistema ÍCARO, responsável pela monitorização dos efeitos do calor na saúde, previa um aumento acentuado da mortalidade associada ao calor.

O Nível 2 corresponde a uma situação de risco elevado, podendo implicar coordenação extraordinária dos serviços de saúde, mobilização adicional de recursos e eventual adiamento de cuidados não urgentes. Nos termos da Portaria n.º 136/2026/1, as autoridades de saúde territorialmente competentes podem ajustar o nível de resposta local em função da evolução dos indicadores.

No guia da DGS para municípios e freguesias, atualizado a 1 de julho, a DGS identifica como grupos mais vulneráveis as pessoas com 65 ou mais anos, crianças até aos cinco anos, mulheres grávidas, pessoas com doenças crónicas ou em situação de dependência, pessoas isoladas e trabalhadores expostos ao calor. Entre as medidas recomendadas às autarquias, incluem-se a identificação preventiva das pessoas mais vulneráveis, contactos e visitas domiciliárias, a disponibilização de zonas de arrefecimento, água potável, transporte e sombra, para além da adaptação das condições de trabalho no exterior.

De acordo com o IPMA, Portugal registou seis ondas de calor e 59 dias com condições de onda de calor durante o primeiro semestre de 2026.

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