CPSA, maio 2026
Jorge Cristino: “Neste momento paga-se mais pela inacção do que pela acção” – o retrato da economia circular em Portugal
Portugal tem lei. Tem metas. Tem instrumentos de apoio. O que falta é a exigência real de implementação. Com uma taxa de circularidade de apenas 2,8% a 3% e mais de 780 milhões de euros transferidos para Bruxelas por incumprimento das metas de reciclagem, a matemática é implacável: neste momento paga-se mais pela inacção do que pela acção.
Num artigo de opinião publicado, na semana passada, na Imagens de Marca, Jorge Cristino, vogal da direção do CPSA, traça um retrato exigente do estado da economia circular em Portugal:
- Taxa de circularidade de apenas 2,8–3%, face a uma média europeia de 12%.
- Mais de 780 milhões de euros pagos a Bruxelas por não reciclar embalagens de plástico.
- Recolha seletiva de biorresíduos obrigatória desde 2024, mas só em 19% dos alojamentos.
O artigo reconhece ainda uma vitória importante na área da saúde: o Decreto-Lei 118/2025, que o CPSA ajudou a impulsionar, criou um mecanismo ágil para rever quais os dispositivos médicos que podem ser reprocessados, em vez de incinerados.