CPSA, 10 de julho 2026
Incêndios Florestais e Saúde Humana
No passado dia 8 de julho, o CPSA reuniu, no Auditório da Fidelidade, especialistas e responsáveis de algumas das principais entidades nacionais com intervenção nas áreas da saúde, ambiente, floresta e proteção civil, para discutir o impacto dos incêndios florestais na saúde humana e apresentar o novo Guia CPSA para os Incêndios.
Foi particularmente relevante ter sido possível reunir os máximos dirigentes da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, da Agência Portuguesa do Ambiente, da Direção-Geral da Saúde e do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável. Esta articulação entre Saúde e Ambiente é o caminho necessário para responder de forma mais eficaz a um problema complexo, que exige prevenção, preparação, coordenação e capacidade de resposta conjunta.
Ao longo da sessão, foram analisadas as razões que tornam Portugal especialmente vulnerável aos incêndios, bem como os seus impactos diretos e indiretos na saúde humana. Entre os temas abordados estiveram as mortes e lesões, a exposição ao fumo e às partículas, o agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares, os efeitos na saúde mental, a deslocação de populações e a pressão adicional sobre os serviços de saúde e de emergência.
A mesa-redonda permitiu reunir diferentes perspetivas institucionais e operacionais, refletindo sobre os principais desafios e oportunidades para mitigar o impacto dos incêndios na saúde. Foram discutidas a necessidade de melhorar a articulação entre entidades, reforçar os sistemas de alerta e comunicação de risco, proteger as populações mais vulneráveis e aumentar a resiliência dos territórios e das unidades de saúde.
O Guia CPSA para os Incêndios pretende contribuir para este esforço, reunindo informação prática e recomendações dirigidas aos cidadãos, profissionais de saúde e organizações, antes, durante e depois de um incêndio.
O CPSA representa atualmente 115 das organizações mais relevantes ligadas à saúde e ao ambiente em Portugal. Esta aliança, inédita mesmo em termos internacionais, dá-nos autoridade para participar neste debate, mas também uma responsabilidade acrescida de contribuir positivamente para aquele que será um dos maiores desafios do nosso futuro.
O CPSA agradece à Fidelidade e à Multicare pelo acolhimento e apoio à realização do colóquio, bem como a todos os oradores, moderadores e participantes que contribuíram para esta discussão.
Os incêndios florestais são também uma emergência de saúde pública. A resposta exige uma visão integrada, colaboração institucional e uma ligação cada vez mais forte entre Saúde e Ambiente.