Air Quality, Atmosphere & Health / Springer Nature, 28 maio 2026
Estudo estima emissões de carbono em procedimentos de diagnóstico do cancro colorretal
Assessment of carbon emissions from colorectal cancer diagnostic imaging and endoscopic procedures: evidence from Türkiye, publicado na revista Air Quality, Atmosphere & Health, estimou as emissões de carbono associadas a procedimentos usados no diagnóstico de doentes com cancro colorretal num hospital universitário na Turquia, com o objetivo de quantificar o impacto ambiental desses atos clínicos. A estimativa anual total foi de aproximadamente 0,102 toneladas de dióxido de carbono.
A investigação, de desenho retrospetivo, considerou as emissões específicas associadas à colonoscopia e à tomografia computorizada por emissão de fotão único/tomografia computorizada (SPECT/CT), considerando também as emissões institucionais atribuídas a partir do consumo de eletricidade e gás natural dos espaços clínicos. O resumo indica cerca de 0,070 tCO2 correspondentes ao SPECT/CT e 0,032 tCO2 à colonoscopia, em termos específicos dos procedimentos.
Os autores assinalam que a maior emissão atribuída à sala de colonoscopia decorre sobretudo da dimensão da sala e da alocação de infraestrutura, e não necessariamente da intensidade carbónica própria do procedimento. Esta ressalva evidencia a relevância das diferentes regras de alocação na comparação entre diferentes atos clínicos.
O tema insere-se no debate sobre a medição ambiental dos cuidados de saúde. Neste contexto, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estimou que, em 2018, o setor da saúde foi responsável por 4,4% das emissões baseadas na procura nos países membros da organização, com hospitais, bens médicos e cuidados ambulatórios a concentrarem cerca de três quartos das emissões relacionadas com saúde.