CPSA, 7 agosto 2025

CPSA atinge 100 associados e afirma-se como a aliança mais transversal da área da Saúde

O Conselho Português para a Saúde e Ambiente (CPSA) alcançou esta semana um marco significativo ao atingir os 100 associados, com a recente adesão da Siemens Healthineers. Esta aliança consolida-se assim em menos de três anos como a mais transversal do setor da saúde em Portugal e, pela sua diversidade, pioneira a nível internacional.

Criado em outubro de 2022, o CPSA conseguiu, em menos de três anos, tornar-se na aliança mais diversa e representativa da área da saúde em Portugal, reunindo entidades como as principais associações de saúde, ordens profissionais, sociedades científicas, instituições académicas, laboratórios farmacêuticos, institutos de investigação, grupos privados de saúde, unidades locais de saúde, associações de doentes, municípios, empresas de dispositivos médicos e equipamentos, gestão de resíduos, seguradoras, tecnológicas e de consultoria, entre outras.

“O que nos levou à fundação do CPSA foi a consciência de as determinantes ambientais da saúde estarem a evoluir segundo as estimativas mais pessimistas, e já com um impacto profundo na saúde humana”, explica Luís Campos, presidente e fundador da nossa organização. “A saúde é a principal preocupação dos portugueses, mas as alterações ambientais ocupam um lugar secundário. É por isso imperioso integrar a Saúde e o Ambiente.

Sabendo que as mudanças ambientais já são responsáveis por cerca de uma em cada quatro mortes a nível global, é dever ético dos profissionais de saúde empenharem-se neste desafio global. Por outro lado, não temos o direito de comprometer o futuro das próximas gerações — os nossos filhos e netos —, nem desperdiçar o capital de confiança que a sociedade deposita em nós. Precisamos de fazer ouvir a nossa voz para afirmar que não estamos perante um problema exclusivo de ambientalistas ou jovens radicais, mas sim diante de uma crise que nos afeta a todos.”

Desde a sua fundação, o CPSA tem desenvolvido um vasto conjunto de iniciativas, com destaque para o I Congresso Nacional de Saúde e Ambiente, em fevereiro de 2025, para a criação do Observatório Português da Saúde e Ambiente, e para o Curso Internacional sobre Saúde Ambiente, em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública (com a segunda edição prevista para este ano). Organizou ainda webinars e colóquios, participou em múltiplos congressos e tem intervindo na discussão pública de documentos oficiais e publicado pareceres e comunicados.

Está a trabalhar com as sociedades científicas e associações de doentes na elaboração e publicação de orientações de sustentabilidade ambiental em diferentes setores da saúde e na dinamização da colaboração entre os associados, através de quatro clusters temáticos que irão reforçar o trabalho em rede e a partilha de conhecimento.

Em 2026, a 9 e 10 de abril, realiza o II Congresso Nacional de Saúde e Ambiente, na Fundação Calouste Gulbenkian, esperando superar a primeira edição que reuniu mais de mil participantes de 50 profissões distintas.

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